terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

TOMO UM DO CICLO DOS 27


A arrematar o ciclo dos meus vinte e sete anos, é cabível que eu diga, pela primeira vez, onde me encontro no trajeto de minha sinuosidade. A infantilidade com que se comporta o homem atual é lamentável. Como toda a criança, o homem do século vinte e um é incapaz de uma autoanálise unicamente porque, como uma mãe exagerada, corre para impedir que o bebê se aventure em caminhos perigosos. Isso é ridículo! O perigo é explorar a si mesmo? Há outro caminho traçado para a máquina do homem moderno. E é aqui que posso dizer, com toda a coragem que sustenta o cabo da espada que empunho que o motivo do meu orgulho está na lucidez madura que me leva a passear pelos mais infinitos pontos de vista que raramente foram explorados com seriedade. Pode-se dizer que a vida atual, infértil, artificial, saprófita, asceta, do rebanho, boa, ideal... Enfim! Demasiada humana! Pode-se dizer que a vida atual é a maior creche do mundo onde vive a espécie mais idiota de humanos que já pisou neste solo! Reconheço que já fiz parte e ainda hoje frequentemente há ocasiões nas quais preciso também brincar com o chocalho do bem comum! Mas é também nesta etapa que posso dizer que estou apto a demonstrar os meus dotes de artista do apolíneo que retrata com altivez o dionisíaco que propicia toda a riqueza da vida: um talento de desmembrador, ou dissecador, de garimpeiro... Como quiserem!
Já não tenho mais paciência para ser tratado como um igual aos medíocres que, além de serem incapazes de criar qualquer alternativa ao obrigatório pensar, são incapazes de reagir, de resistir, às agressões intelectuais a que estamos submetidos nestas práticas modernas de niilismo! Eles próprios tornaram-se defensores desta herança funesta! A inocência natural também sofreu a corrupção dos psicólogos da sabedoria moderna! Eu posso dizer seguramente que trato a minha saúde da décadence que ainda teima em dominar guerreiros natos da minha estirpe! E para isso é preciso dizer um sim a si mesmo para esta transformação! Sei exatamente do que preciso para manter-me afastado do rebanho dos aleijados que a sabedoria moderna dos cientistas e conselheiros modernos reúne com ordens disfarçadas do que se deve pensar, viver, comer, assistir, ouvir, observar... Desculpem-me se os ofendo. Não é minha intenção. Mas a agressão e as ofensas a capacidade da inteligência humana atingiu níveis insuportáveis nos nossos dias! Estou a defender a integridade da minha que ainda resta!

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