domingo, 3 de novembro de 2013

AINDA EM BUSCA DAS AURORAS

Quando poderemos apontar que o homem realmente busca novas perspectivas, novos ares, novas liberdades... Novas auroras? Quando poderemos dizer que enfim o homem libertou-se desses ídolos que, nada mais fazem, do que usar novas mentiras para ocultar velhas mentiras aprisionadas em gaiolas para assim permanecerem como a solução inalcançada, sempre jogada para o futuro?

Quando poderemos, enfim, dizer que o homem não confunde mais liberdade com falta de polidez, que o nível de ofensividade frente a opinião está sob crítica (afinal, é uma das causas da má saúde)?
Quando não mais tomaremos jornalistas, músicos e outros filosofastros afetados infantis como pensadores e gurus do analfabeto orgulhoso de sua história que é o brasileiro?

Quando tomaremos a liberdade de gosto nas mãos e sentiremos necessidade de um bom piano acariciando os nossos ouvidos, tão maltratados que foram pela cadeia da atualização diária comandada pelos informantes sangrentos da comunicação (e, diremos, enfim, é da minha vida que preciso saber e cuidar)?

Quando seremos órfãos ainda de políticos vulgares e dissimuladores da própria história e intenções verdadeiras que se autodenominam arautos da justiça e da democracia, e, em lugar do crédito que circula e aprisiona pelo consumo, subjugaremos os valores humanos desumanizados ainda considerados como ideal de evolução?

Até quando ficaremos presos a questionamentos como esses buscaremos as nossas novas auroras em terras desconhecidas somente pelo sabor do vento que acaricia os nossos cabelos e a nossa pele?

Quando chegarmos a este ponto, nada mais que diga respeito a este homem, até mesmo o ideal e também a lógica do desprezo pelo ideal, serão nosso passado, assim como tudo aquilo que temperou também o aço do mundo moderno. Neste ponto, descobriremos novos frutos crescidos especialmente para nós, que buscamo-los, que abandonamos as liberdades aprisionadoras. Quando chegarmos neste destino, então, decidiremos se ficamos ou seguimos.

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