segunda-feira, 25 de agosto de 2014

OUTRA DATA DE LIBERDADE PARA A FILOSOFIA


Há 114 anos a filosofia se libertava, enfim, daquele que deu a ela a liberdade. Nunca mais a filosofia voltaria a ser a reserva legal de sistemas racionais. Além destes, comporia o arcabouço filosófico também a subjetividade de vez. Outros autores anteriores já haviam apontado para este lado, mas foi Nietzsche quem cravou, ou melhor, desencravou a filosofia de qualquer terreno. Segundo ele, filosofar é próprio para espíritos livres.

Nesta data, em 1900, Nietzsche expirava em Weimar, como causa a apoplexia, em decorrencia de bronquite. Era um sábado, e corria as onze e trita da manhã. As palavras de um de seus editores, Ernst Horneffer, foram:

"Como ele poderia encontrar a liberdade para a sua obra - e obra alguma necessita de maior liberdade! - se não tivesse cortado todos os laços atrás dele? Assim, nós o vemos agora levar uma vida errante, nas mais elevadas montanhas ou entre os monumentos comemorativos de uma cultura antiga. Estranho espetáculo como esse mar de liberdade em que, liberto dos últimos grilhões, ele cria sua obra. De nossos dias tacanhos e mesquinhos, apenas imaginamos esse excesso de liberdade! Ele viveu como um solitário do espírito, régio e magnífico, tal como, segundo sua própria opinião, faz a nossa época. Para sempre, sua vida se tornou a grande escola da independencia."*





*Citação extraída de Nietzsche, biografa escrita por Dorian Astor e publicada no país por L&PM Pocket em 2013.