quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O ASPERGER EM UMA CRUZADA MEDIEVAL

     Nas cruzadas medievais houveram relatos dramáticos da situação dos cristãos que peregrinavam em direção à Jerusalém. Tais relatos, ainda carentes de fontes de pesquisa, foram mal interpretados naquele século 11, o que fez com que o Papa Urbano II ordenasse a primeira cruzada no Concílio de Clermont-Ferrand (1095) contra aqueles que maltratavam os herdeiros de Cristo. Cabe lembrar que também foi no século 11 os mil anos completos da morte de Cristo.

     Sendo considerado território cristão onde houvera a epopeia histórica que deu origem ao cristianismo, consolidou-se assim a visão de que aquela parte do mundo deveria retornar ao controle do papado e garantir a peregrinação dos fiéis. Ainda está envolvida nessa questão, como não poderia ser diferente, a economia, sobretudo a produção de alimentos e a obtenção de riqueza de parte nobre, e a política, enquanto ameaça muçulmana a Europa.

     Pelo que é possível depreender do assunto, tem-se um dos melhores exemplos de como pode ser cruelmente tratada uma minoria sociológica. Em que isso pode ser pensado com o Asperger? Na medida em que o Asperger tem características, como também se sabe, que diferem do autismo clássico - a eloquência vem na frente – e que geram estereótipos colocados sempre que o portador, me parece, mostra-se incapaz de cumprir os costumes, o ethos grego, e age de maneira inesperada diante de tantos estímulos.

     Este é apenas um ato de colocar algumas ideias em registro sem a pretensão de criar uma verdade a ser acreditada.

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